“A gente tem uma história muito bonita”, conta assentado da reforma agrária catarinense
09/06/2015 - 10:52
O ano de 1985 marcou a história de Luiz Domingos Abati. Em maio daquele ano, o catarinense, de Caçador (SC), e um grupo de agricultores ocuparam um latifúndio num município vizinho, Abelardo Luz (SC). O assentamento, que comporta 58 famílias de produtores, comemorou 30 anos de criação neste ano de 2015. A data, da chegada das famílias, deu nome à área: Assentamento 25 de maio.
Além de ter conquistado a tão sonhada terra, o ano também lembra o casamento de Luiz Domingos com Clarice Abati. Em novembro de 1985, o jovem Luiz, à época com apenas 20 anos, começou sua família. “A gente se conheceu na luta pelo sonho de ter o pedaço de terra. E aquilo me impulsionou a querer ter uma vida melhor. Não era somente eu. Éramos: eu, a Clarisse e a nossa propriedade”, conta.
“Parecia que eu estava vivendo um sonho. As coisas foram acontecendo de uma maneira muito boa para nós. Como nós estávamos casados, começamos a pensar em filhos, mas queríamos primeiro estruturar nossa casa para dar o melhor para as crianças”, lembra, emocionado.
Cores
O verde e o azul deram os tons da casa que Luiz e Clarice construíram. As cortinas verdes, escolhidas por ela, refletem a cor predominante da propriedade de 20 hectares da família. O azul é opção dele, que pendurou três quadros e uma bandeira do Grêmio na sala do imóvel. “A porta também é azul, você percebeu?”, brinca.
O verde e o azul deram os tons da casa que Luiz e Clarice construíram. As cortinas verdes, escolhidas por ela, refletem a cor predominante da propriedade de 20 hectares da família. O azul é opção dele, que pendurou três quadros e uma bandeira do Grêmio na sala do imóvel. “A porta também é azul, você percebeu?”, brinca.
Azul como os olhos de Luiz, que brilham quando ele fala das quatro filhas e do sonho de que elas o sucedam na propriedade. “Eu já estou fazendo 50 anos e é uma rotina cansativa. Acordo diariamente às 5 horas da manhã para tirar leite das 40 vacas, a segunda ordenha vai das 16h às 19h, então é bem pesado. Mas já estou preparando uma delas para me suceder”.
Modernidade
Luiz conta sua história com um sorriso largo no rosto, mas quando fala das máquinas adquiridas pelo Mais Alimentos, a alegria é ainda mais latente. Foram dois equipamentos (um trator e uma enxada pé-de-pato) financiados por meio do programa – que incentiva investimentos em infraestrutura produtiva da propriedade familiar.
Luiz conta sua história com um sorriso largo no rosto, mas quando fala das máquinas adquiridas pelo Mais Alimentos, a alegria é ainda mais latente. Foram dois equipamentos (um trator e uma enxada pé-de-pato) financiados por meio do programa – que incentiva investimentos em infraestrutura produtiva da propriedade familiar.
Segundo ele, o Mais Alimentos é uma política essencial para manter o jovem no campo. “Eu tenho certeza que esse tipo de crédito, os equipamentos, toda a tecnologia disponível hoje são o que vão manter os jovens no campo, como as minhas filhas”, avalia.
Hoje, 30 anos após conquistar a propriedade, ter quatro filhos e segurança para produzir, Luiz comemora a vida que tem. “A gente tem uma história muito bonita e eu me sinto muito feliz vivendo aqui. Nós conseguimos, dentro da nossa possibilidade, ter uma estrutura e uma consciência de como trabalhar organizado. Então, eu sou muito feliz!”, garante.
João Paulo Biage
Ascom/MDA
Ascom/MDA
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