Desenvolvimento e Meio Ambiente são dois conceitos que devem caminhar lado a lado, mas por muitos anos não se pensou assim. Construções e indústrias de grande porte surgiram e cresceram de maneira tão abrupta que quase houve uma catástrofe ambiental generalizada nas décadas de 70 e 80, principalmente em Cubatão, onde se instalou a maioria delas, atraídas pela proximidade da zona portuária de Santos.
Atraídas pelo porto, dezenas de empresas se instalaram na região....
Entretanto há alguns anos a preocupação com a preservação e com a recuperação do que já foi destruído é vista não só como uma necessidade para a própria existência humana, mas também como uma fonte atrativa de recursos financeiros.
.....Mas não possuiam responsabilidade ambiental
Motivadas pelas questões ambientais que podem gerar publicidade pela força do rádio, da TV, dos jornais e revistas, as empresas começam, cada vez mais, a perseguirem os princípios das atitudes politicamente corretas e ecologicamente sustentáveis.
Hoje a história é diferente.A preocupação ecológica é uma constante
Com a necessidade constante, então, de profissionais qualificados a operar nessa área as empresas abrem suas portas a recém-formados ou até mesmo a estudantes que possam levar até eles conceitos e subsídios de políticas estratégicas e manutenção do meio ao qual desfrutam, além de preparar substancialmente profissionais que já estão ligados à área.
Novos Empregos:
Aluna do 3º ciclo de Tecnologia Ambiental da Unimonte, Juliana Cruz comprova: `Eu decidi estudar algo na área do Meio Ambiente, por ser um setor novo e em constante expansão. Fiquei surpresa em começar a trabalhar na área com apenas um ano de estudos`.
Conforme conta, Juliana fez um teste recentemente na Santos-Brasil, uma empresa que tem como missão operar o maior terminal de contêineres da América Latina, e lida diariamente com os conceitos aprendidos em seu curso.
`Não tem rotina. Cada dia é uma surpresa, pois trabalhamos com todos os tipos de mercadorias imagináveis, de eletrônicos que podem se incendiar, a óleos, tintas e derivados de petróleo que podem causar danos irreparáveis se não tratados com o devido cuidado`.
Inovação:
Pautada com essas preocupações e com visão inovadora e pioneira, a Unimonte trouxe para a região cursos como Oceanografia e Tecnologia Ambiental, no intuito de preparar profissionais para esse novo nicho de mercado que tende a ser ampliado cada vez mais estruturado na receita certa de bons faturamentos às empresas ecologicamente corretas.
A diretora da Faculdade de Ciências Ambientais da Unimonte, Cíntia Miyaji, é quem faz a afirmação, acrescentando que essa conscientização é global, ou seja, um processo ao qual o mundo inteiro está envolvido, mas que carece de profissionais especializados.
Destacando como um curso diferenciado, estudar Tecnologia Ambiental é formar-se em uma área nova que requer constantes adaptações. `Optamos por um curso menor, em 2 anos, para podermos flexioná-lo de acordo com as mudanças do mercado`, explica a diretora.
`No primeiro semestre o aluno aprende a analisar o meio ambiente, com matérias como Geologia, Química e Biologia Ambiental, além de Oceanografia, necessária para a região. No segundo semestre, ele aprende a analisar o meio ambiente e usamos ferramentas como Estatística, Cartografia, Legislação e Saúde Pública. No segundo ano as matérias são específicas e aplicadas, como Resíduos Sólidos e Impacto Ambiental`.
Politização Ambiental:
No início do semestre letivo, o professor e vereador Fábio Nunes esteve na Unimonte e conversou com os alunos da Faculdade de Ciências Ambientais durante as atividades da Semana de Integração Universitária. Ele afirmou tentar regulamentar atitudes e conceitos ambientais que visam o bem-estar da população de Santos e região.
`As questões ambientais são vistas como entrave ao desenvolvimento econômico e o contraponto político é necessário`.
Nunes explica que suas principais metas foram lutar pelo encerramento das atividades do lixão da Alemoa, pela ampliação da separação domiciliar e coleta seletiva dos resíduos sólidos domiciliares em todo território Municipal, e a inclusão dos catadores de materiais recicláveis no sistema de coleta seletiva da Prefeitura. O professor ocupa a presidência da Comissão Permanente de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Santos e apóia várias ONG´s ambientalistas.
Com o envolvimento dos futuros profissionais e a preocupação constante com a Responsabilidade Social, a instituição também apóia e fomenta vários projetos ligados ao Meio Ambiente, como os mutirões do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias .
Fonte: Orlando Flexa -Centro Universitário Monte Serrat -UNIMONTE
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