Costa Rica planeja voltar a quase mesma quantidade de cobertura vegetal dos anos 40 (Foto: Reuters) |
Você sabia que a Costa Rica, país que já foi eleito o mais verde e feliz do mundo, devastava 50 mil hectares de florestas por ano em 1983? E como será que o país conseguiu reverter esta taxa pouco mais de uma década depois, chegando ao desmatamento zero em 1998? Esta e outras questões sobre a trajetória da Costa Rica foram abordadas em um artigo publicado no site Our World.
O país possuía, na década de 1940, mais de 75% da superfície coberta por mata nativa, principalmente tropical. Devido à derrubada ilegal, este número caiu para 26% em 1983 (ano em que a taxa de desmatamento chegou a 50 mil hectares anuais). Em 1998, contudo, a taxa de desmatamento chegou a zero e, dez anos mais tarde, a cobertura florestal passou a ocupar 52% do território - número que deve chegar a 70% em 2021, de acordo com as autoridades locais.
Metade do PIB da Costa vem do turismo ecológico e de aventura
Para gerar esta mudança, um dos pontos principais foi o desmantelamento do exército, em 1948, que permitiu redirecionar recursos destinados à defesa para programas sociais e ambientais. Outra iniciativa costarriquenha foi a implementação de um programa de remuneração por serviços ambientais, que estimulou proprietários de terras e comunidades rurais a conservar as matas em troca de benefícios financeiros.
Além disso, desde 1996 o país possui um Fundo Florestal Nacional, que aprofundou ainda mais o programa de pagamento de subsídios para a conservação. Já foram destinados mais de 230 milhões de dólares para pagamentos ambientais e foram criados 18 mil postos de trabalho, o que contribuiu indiretamente para manter outros 30 mil.
Atualmente, 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do país vem do turismo ecológico e de aventura, índice que a transformou em uma das experiências mais bem-sucedidas em turismo sustentável do mundo.
Outra lição do país na questão ambiental é energético: 99,2% da energia vem de fontes renováveis. Em suma, a Costa Rica representa um exemplo do que a fórmula ‘menos forças armadas, mais conservação e desenvolvimento social’ pode gerar.
O país possuía, na década de 1940, mais de 75% da superfície coberta por mata nativa, principalmente tropical. Devido à derrubada ilegal, este número caiu para 26% em 1983 (ano em que a taxa de desmatamento chegou a 50 mil hectares anuais). Em 1998, contudo, a taxa de desmatamento chegou a zero e, dez anos mais tarde, a cobertura florestal passou a ocupar 52% do território - número que deve chegar a 70% em 2021, de acordo com as autoridades locais.
Metade do PIB da Costa vem do turismo ecológico e de aventura
Para gerar esta mudança, um dos pontos principais foi o desmantelamento do exército, em 1948, que permitiu redirecionar recursos destinados à defesa para programas sociais e ambientais. Outra iniciativa costarriquenha foi a implementação de um programa de remuneração por serviços ambientais, que estimulou proprietários de terras e comunidades rurais a conservar as matas em troca de benefícios financeiros.
Além disso, desde 1996 o país possui um Fundo Florestal Nacional, que aprofundou ainda mais o programa de pagamento de subsídios para a conservação. Já foram destinados mais de 230 milhões de dólares para pagamentos ambientais e foram criados 18 mil postos de trabalho, o que contribuiu indiretamente para manter outros 30 mil.
Atualmente, 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do país vem do turismo ecológico e de aventura, índice que a transformou em uma das experiências mais bem-sucedidas em turismo sustentável do mundo.
Outra lição do país na questão ambiental é energético: 99,2% da energia vem de fontes renováveis. Em suma, a Costa Rica representa um exemplo do que a fórmula ‘menos forças armadas, mais conservação e desenvolvimento social’ pode gerar.
EcoDesenvolvimento
fonte: domtotal.com
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